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Frankfurt também serviu para celebrar o passado

Frankfurt também serviu para celebrar o passado

Quando visitamos o estande da Citroën no Salão de Frankfurt, uma das coisas de que mais sentimos falta foi dos modelos clássicos. Afinal de contas, o conceito REVOLTe homenageava, tardiamente, o 2CV, mas não havia nenhum exemplar do carro no salão, só nas ruas alemãs, onde ele ainda circula. No Brasil, a marca teve esse cuidado, no Salão do Automóvel, mas, na Alemanha, nada. Por sorte, esse não foi o padrão no evento. Até por quem não fabrica automóveis.

A Michelin, por exemplo, levou a seu estande um carro elétrico recordista de velocidade, o “La Jamais Contente”. Criado pelo belga Camille Jenatzy e impulsionado por dois motores elétricos de 34 cv (25 kW) cada, ele chegou a 105,882 km/h em 1899. A Michelin colaborou com pneus de 55 cm que agüentaram a empreitada sem danos (e sem matar o piloto). Foi recorde mundial.

Frankfurt - Alemanha

Um pouco mais antigo era o Benz Patent Motor Car, de 1886, considerado o primeiro automóvel do mundo. Ele estava exposto no estande da Mercedes-Benz ao lado do conceito F-Cell. O espaço da Mercedes-Benz, falando em antigos, foi um dos que mais os prestigiaram, se não o que mais o fez.

Frankfurt - Alemanha

Além do Patent, havia diversos outros veículos clássicos, todos eles mostrando onde a Mercedes-Benz busca inspiração para seus novos automóveis. O 300 SLR 1955 com que Stirling Moss venceu a Mille Miglia italiana estava lá, ao lado do SLR Stirling Moss, uma série especial do SLR em homenagem ao grande piloto britânico.

Frankfurt - Alemanha

Outra joia da marca era o 300 SE, um carro que, em sua época, nos idos de 1960, já oferecia direção hidráulica, câmbio automático de quatro marchas e suspensão a ar.

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Agora que já temos o smart fortwo no Brasil, é interessante saber qual foi o veículo que deu origem a ele. Trata-se do conceito Eco Speedster, de 1994. Ainda que um modelo de 1994 não seja lá muito antigo (para ser clássico, no Brasil, tem de ter mais de 30), o fato de ele ser único o torna muito especial. O smart fortwo, como o conhecemos, só surgiria em 1998.

Pequenos

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Falando em modelos pequenos, a BMW tem dois. Um deles é o MINI, que também já foi lançado no Brasil. O pioneiro, o Morris Mini-Minor, uma criação de sir Alec Issigonis, teve 10 mil unidades vendidas de sua primeira versão, fabricada de 1959 a 1967. Para a época, eram números importantes. A receita para o sucesso era o preço baixo (496 libras esterlinas, na época, o que não deve ser transposto para os dias atuais por conta da inflação), o grande espaço interno e a economia de combustível. Como se vê, sucesso normalmente segue princípios imutáveis.

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O único antigo no estande da BMW era um 502, fabricado de 1957 a 1961, com 1.323 unidades vendidas. O 502 era o sedã mais rápido de sua época, com um motor V8 de 3.168 cm³ e 140 cv a 4.800 rpm. Com ele, o carro era capaz de atingir a velocidade máxima de 175 km/h. Mas não era no estande que os antigos da BMW estavam. Aliás, não exatamente parados sobre ele.

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Seguindo o princípio de que carro tem de andar, senão morre, a BMW colocou seus clássicos na pista circular que criou em seu estande. Acima do solo, ela permite aos visitantes ver e ouvir seus carro preferidos circulando. Os que a BMW mostrou eram nada menos que o 328 Mille Miglia, com um motorista vestido a caráter, e o belíssimo cupê 507, que teve apenas 251 unidades produzidas.

Únicos

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Se a ideia é falar de modelos belos e rápidos, a Audi levou a seu estande o Typ C Streamline, criado em alumínio, com linhas extremamente aerodinâmicas, para quebrar o recorde de velocidade de sua época, no final dos anos 1930, mais especificamente 1937. Com motor V16 de 6 l e 520 cv, ele bateu 340 km/h.

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Outro modelo único, ainda que não tão rápido quanto o Streamline, é o Opel Kadett B Coupé, um modelo conceitual de 1967. Equipado com motor de quatro cilindros e 1.078 cm³, ele tinha apenas 55 cv e chegava aos 146 km/h. Não chegou a ser fabricado, mas serviu para mostrar de onde o novo Astra veio. Origem remota, como se pode notar.

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O último de nossos clássicos é o Melkus RS1000, ainda que em versão mais forte, a RS1600. Chamado de “Ferrari comunista” por ter sido fabricado na antiga Alemanha Oriental, ele tinha um motor de três cilindros e 1 litro, o mesmo usado no Wartburg 353, que já mostramos por aqui entre os antigos do Salão de Frankfurt. O RS1000 ganhou este ano um descendente digno, o RS2000, sobre o qual também já falamos. Vale conferir a reportagem sobre esse novo esportivo alemão. De comunista ele não tem mais nada.

Publicado em: 23/9/2009
Fonte: Webmotors.com.br

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