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Á Mercê dos Mercedes

Á Mercê dos Mercedes

O Construtor Português de Miniaturas Mercedes Benz

Alberto de Oliveira, professor aposentado, tem uma paixão : modelos antigos da Mercedes-Benz.

Constroi suas miniaturas artesanalmente nos minimos detalhes, seguindo os planos que lhe são enviados pelo construtor alemão. O resultado são miniaturas perfeitas e com preço incalculável.

A Mercê dos Mercedes

Aposentou-se após lecionar no ensino particular durante 38 anos. Ë um "germanófilo" assumido, um dos melhores amigos do senhor Benz. Constrói suas miniaturas em uma pequena oficina em sua casa em Areeiro / Lisboa - Portugal, algumas miniaturas demandam 1.500h de trabalho.

A Mercê dos Mercedes

Era criança e gostava de brincar "com carrinhos de folha", daqueles que haviam na época, só que os considerava pouco representativos aos originais que circulavam pelas ruas de Lisboa. Com a idade e muito jeito começou, então, a “introduzir” modificações nas miniaturas. De início fazia pequenas altaerações e modificações nos modelos existentes, com o tempo  se lançou na construção de seus próprios brinquedos. Num pedaço de madeira esculpiu o seu primeiro modelo sólido, representando um Fiat 1500 de 1935.

A Mercê dos Mercedes

Com muito trabalho, lixa, formão e lima, outros carros foram nascendo de suas mãos. Anos mais tarde se aventurou a construir uma miniatura oca, isto é, com formas interiores e exteriores. O primeiro modelo foi o célebre Renault "Joaninha", que ainda brilha no armário da coleção de Alberto.

A partir dai começou a constuir modelos de Mercedes, feitos em madeira. Com o tempo, baseado em  fotografias e material técnico entre outros a técnica foi se apurando e gloriosos Mercedes de antes e o pós-Guerra foram nascendo, na oficina do professor.

A Mercê dos Mercedes

Alberto de Oliveira dirigia, lecionava em dois colégios, mas nas horas vagas se dedicava os carrinhos. "É um “hobby” muito agradável e extremamente relaxante ..., quando trabalho em num carro até me esqueço de comer” explica frisando que era um “hobby”.  Hoje é um vício que o leva a pensar constantemente em materiais novos para compor suas miniaturas, andar olhando para o chão na procura por um fio de telefone para compor um friso de um estofamento. Adquirir válvulas de rádio para quebra-la só para retirar uma rede fina metálica identica à dianteira de um Mercedes.

Em um determinado momento fazer modelos aproximados não o satisfazia. Queria ser fiel aos desenhos das máquinas. “Escrevi então para a Alemanha, para a Mercedes e disse-lhes que era um amante da marca e que precisava de dados”. Os alemães ficaram encantados.em enviaram cópias dos planos originais dos modelos e vasta documentação fotográfica. A única condição era o posterior envio para a RFA de fotos das miniaturas dos carrinhos na escala de um 1/8  Ah, e que os planos não fossem entregues a terceiros.

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A relação direta com o construtor alemão facilitou a vida de Alberto de Oliveira, permitindo-lhe fazer Mercedes em escala com a máxima fidelidade, inteirar-se da história dos modelos e descobrir até pequenos pormenores que passavam despercebidos pelos construtores. Este aspecto tem por exemplo o caso do Mercedes 540K Roadster, que Alberto de Oliveira construiu segundo os traçados originais fornecidos pela Benz. Analisados os planos, comparadas as medidas, sobravam centímetros. O professor escreveu para a RFA informando o ocorrido e a Mercedes pediu desculpa: tinham-lhe enviado os planos do Roadster, sim, mas de um exemplar único construído para um xeique árabe, que possuía um compartimento superior para permitir a instalação de um depósito sobre o estribo.

Os alemães ficaram espantados com a meticulosidade de Oliveira na análise dos modelos.

A Mercê dos Mercedes

Para a escala de um por um, Alberto de Oliveira dirige seu BMW, o gosto pelos Mercedes fica nas  miniaturas, nos carros dos anos de ouro: "Modelos individuais, desenhados pela beleza. os atuais não me dão prazer, porque basta pegar num paralelepípedo, rebaixar a frente e elevar a traseira e os carros ficam quase iguais”, lamenta.

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Dentro de seus modelos, O carro de Hitler, por exemplo, um Grossen Mercedes Cabiolet F, em que o chefe nazista passeava. “Em Portugal tenho alguns clientes, mas o meu objectivo não é o negocio”, afirma o professor. Os colecionadores pedem-lhe peças, nomeadamente nas escalas tradicionais. Do exterior vêm encomendas mais volumosas, até porque “lá fora o modelismo está mais desenvolvido”, até na possibilidade de obter materiais de construção.

A Mercê dos Mercedes

Os pneus são o maior quebra-cabeças de Oliveira, já chegou utilizarde peças de telefonia Telefunken

A Mercê dos Mercedes

Talvez pelo investimento em materiais  e o tempo em que se dedica ao seu hobby é impossível para Alberto de Oliveira vender um de seus modelos (sem contar o empenho e o carinho com que elabora suas miniaturas). Imagine-se 1500 horas de trabalho a 5 euros à hora (a menor remuneração possível) e calcula-se quanto custaria o Mercedes 320 de 1937, de quatro portas, que exigiu a construção de uma moldura de metal para as portas, e que a dobradiça é comum a cada par. E nas 1500 horas de trabalho, Alberto não contabiliza todas as outras horas utilzadas para arquitetar um processo de colar os gomos dos bancos um a um, ou os momentos em que, passando por uma área de um acidente de aviação, recolheu cuidadosamente os fragmentos de vidro cor laranja de um pisca, que hoje abrilhantam os para-lamas do Mercedes 220, o táxi dos anos 60.

A Mercê dos Mercedes
Alberto de Oliveira 2007

Publicado em: 8/8/2011
Fonte: Revista Expresso 1991 - Portugal

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