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Um passeio pela Fundação Romi

Um passeio pela Fundação Romi

Romi-Isetta 1959, um dos exemplares em perfeito estado que existem no Brasil

Um fantástico passeio pela história de Santa Bárbara d’Oeste (SP) a bordo do inesquecível Romi-Isetta. O carrinho, famoso por ter sido o primeiro automóvel de passeio produzido no País, é a grande vedete do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi, fundado em dezembro do ano passado.

O saudosista visitante encontrará dois deles por lá. Um amarelo e branco, fabricado em 1958, conta com motor Iso de dois tempos, com 250 cm³ de cilindrada e 9,5 hp de potência. O outro, vermelho e branco, de 1961, preserva o motor BMW original, de quatro tempos, com 300 cm³ e 13 cv – a partir de 1959, os modelos nacionais passaram a contar com a mecânica alemã, até porque o carro havia sido descontinuado na Itália.

“Em 1955, o Sr. Américo Emílio Romi, brasileiro filho de italianos, e seu enteado Carlos Chiti, souberam do lançamento do Isetta na Itália por meio de publicações daquele país. Interessados na possibilidade de lançá-lo no Brasil, eles partiram para a Europa e assinaram o contrato com o Sr. Renzo Rivolta, fundador da Iso”, conta Vainer Penatti, secretário executivo da Fundação Romi.

Fundação Romi
Romi-Isetta com motor BMW, de quatro tempos e 13 cavalos de potência

Sem qualquer auxílio do Governo, a Romi investiu pesado na idéia e lançou, a 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta. “O engajamento da indústria nacional de autopeças, que também comprou a idéia, foi fundamental para garantir a produção do modelo”, lembra Penatti. Apenas a mecânica era importada. De resto, cada detalhe do carrinho era feito no Brasil.


O bravo Romi-Isetta encerrou sua história no País em 1961, com cerca de 3 mil unidades produzidas, um número relevante para uma época em que poucos brasileiros podiam ser dar ao luxo de possuir um automóvel, mesmo dos mais acessíveis. Na sala que reúne os dois impecáveis exemplares, o visitante encontra ainda painéis com a história do modelo e uma série de fotografias de época, inclusive da linha de montagem.


Um mergulho pela história da cidade


Fundação Romi
À direita,o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, a bordo do Romi-Isetta, nos final dos anos 50

Além do Romi-Isetta, do trator agrícola Toro e das máquinas-ferramenta, todos produzidos pela Romi, o Centro de Documentação Histórica abriga um acervo extremamente rico, com documentos que contam a história da cidade de Santa Bárbara d’Oeste. “No dia 7 de junho de 1964, Álvares Romi, filho do Sr. Américo, publicou no Jornal d’Oeste um anúncio convidando a população da cidade a guardar documentos de valor histórico e a doá-los, caso quisessem, à nossa biblioteca”, explica Penatti.

Com uma coleção de jornais que data de 1900 – há até exemplares da década de 1890 – e uma quantidade fantástica de fotografias e outros tipos de documentos, a Romi avaliou que seria melhor trocar a antiga biblioteca por um espaço bem mais amplo, que organizasse melhor o acervo e permitisse o acesso do público. Outra etapa desse projeto: a digitalização (praticamente concluída) de todo o material impresso para consulta gratuita.

Fundação Romi
Fileira de Romi-Isettas passam pelo centro de São Paulo, durante a Caravana de Integração São Paulo-Rio-Brasília, no final dos anos 50

“Nosso espaço expositivo conta a história da cidade desde os primeiros tempos, começando pela exibição de peças encontradas em sítios arqueológicos. O acervo reúne também registros da época da fundação do município, em 1817, que se deu quando dona Margarida da Graça Martins construiu o primeiro engenho de açúcar, iniciativa que desencadeou o povoamento e o desenvolvimento da região”, conta o secretário executivo.

O CEDOC ilustra ainda a influência dos imigrantes norte-americanos e italianos, o crescimento da cidade com as usinas de álcool e todos os acontecimentos importantes da cidade e do País até os dias atuais – incluindo, naturalmente, a história das Indústrias Romi S.A. Com 1.000 m² de área, o espaço expositivo é aberto gratuitamente à visitação de terça-feira a sábado, das 14h às 17h. Mais informações: www.fundacaoromi.org.br.

Publicado em: 5/4/2011
Fonte: Revistaautoesporte.globo.com

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