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Carros Inesquecíveis: Chevrolet Monza

Carros Inesquecíveis: Chevrolet Monza

Chevrolet Monza

Tão esperado quanto surpreendente. Assim pode ser definido o Monza, carro mundial que a GM estafa colocando dentro de poucos dias à disposição de sua rede de revendedores. Talvez isso mereça uma justificativa. Estamos, todos nós consumidores, desacostumados ao surgimento de novidades substanciais, algo que efe tivamente nos ponha em conta lá com o mundo desenvolvido, pelo menos no que se refere a automóveis.
 
Assistimos, quietos e consumindo, a várias modificações (muitas delas de bom grau de evolução) e lançamentos novos, mas que traziam aproveitamento de um ou vários componentes já usados pelo fabricante. Agora vemos nascer, pronto para ser analisado pelo mercado consumidor, um produto inteiramente novo, que com pouquíssimas alterações está também à disposição de americanos, europeus e todo o resto do mundo.

É o Monza fazendo sua estréia. Já nasce com um bom pedaço de mercado garantido, pois os consumidores fiéis à marca Chevrolet estão ávidos por uma opção entre os médios há muito tempo. Abocanhará também um pedaço do mercado do Chevette pois, embora maior e mais caro, existem ainda pessoas em condições de investir mais em transporte individual. O Opala também deverá sofrer um pouco, pois o carro é bem mais racional e prático do que seu parceiro maior. Mas, em ambas as opções, o dinheiro ficará em casa. Quanto ao Corcel, ao Passat e ao Del Rey é que o circo deverá pegar fogo. Ainda não tivemos oportunidade de poder testá-lo em todos os seus detalhes, mas essa oportunidade de dirigi-lo já mostrou muito. E, voltamos a afirmar: é moderno de concepção. acima de tudo.

Chevrolet Monza


Um pouco de como é o Monza

Para quem espera um veículo que faça juz ao nome que recebeu, poderá haver certa decepção. Não tem linhas arrojadas, não é um “bólido” e nem ao menos se parece com um carro de competiçao, características essas que justificariam o fato de carregar o nome do mais famoso autódromo do mundo. Ao contrário disso, o Monza tem cara e jeito de “família”, embora suas linhas modernas deixem para trás quase tudo o que já temos ou tivemos em matéria de estilo. Este é, sem dúvida, um dos aspectos que o transformaram em mundial: agrada a todos sem que faça estardalhaço com o estilo. Como as fotos bem evidenciam, os projetistas preocuparam-se muito com sua penetração aerodinâmica, em busca de pouca resistência ao ar. Ao finalizá-lo, continuaram com a preocupação de fazer algo que pudesse aceitar as diversas formas impostas pelos vários mercados que terá de enfrentar; o carro é moldável, e já está sendo comercializado, no exterior, nas formas de “três volumes” e “hatchback” de quatro portas, sem que se altere qualquer de suas características básicas. Recebeu, no Brasil, o mesmo motor transversal de quatro cilindros que equipa o Ascona (versão do mundial feita pela Opel, na Alemanha).

Todos esses detalhes reunidos e concentrados em um só projeto, onde a participação efetiva de engenheiros de várias partes do mundo, incluindo-se o Brasil, foi efetiva, resultou num carro simpático, versátil e, acima de tudo, atual e de baixo custo para o fabricante. Seus componentes são inte,rcambiáveis, o que nos dá a esperança de ver saindo das linhas de montagem da General Motors brasileira muitas opções de acabamento, carroceria e motor em curto espaço de tempo, e sem que seja necessário novo volume considerável de investimento. Isso seria, resumidamente, o conceito de “mundial” idéia não de todo nova, mas exceção pioneira em termos de Brasil. Africa do Sul, Austrália, inglaterra, Estados Unidos (nas várias divisões da General Motors: Pontiac, Cadillac, Chevrolet, Oldsmobile e Buick) Alemanha e Japão, além do Brasil, fizeram parte deste projeto, enviando engenheiros para o Centro de Projetos da Opel, carregando consigo as características dos países em que seriam comercializados.

Chevrolet Monza


Alguns detalhes do novo carro

Suas linhas podem ser definidas como sendo ao mesmo tempo requintadas e práticas. Não trouxeram grandes inovações estilísticas, mas ousaram dentro do tradicional; deixando para os detalhes de projeto seus maiores avanços. O resultado foi uma estrutura visual muito “leve”, com um certo comportamento de agressividade para quem o vê de certos angulos.

A administração do espanco interno é coberta pela coerência, e sua carroceria “hatchback” com o banco rebatido apresenta um espaço para bagagem de fazer inveja a qualquer de seus concorrentes mais diretos. Além disso, a proposta de se poder rebater o banco em duas opções distintas (um terço ou dois terços), faz com que não fique perdido o espaço para pessoas no banco traseiro.

Chevrolet Monza
As grandes áreas envidraçadas, particularmente quanto às janelas basculantes do compartimento traseiro, valorizam o conforto interno, transmitindo sensação mais agradável aos que ocupam o banco de trás. Algumas soluções primam pela inovação, como o sistema de abertura da janela traseira, que abandonou a trava de pressão e adotou um sistema de acionamento circular preso ao pino de comando. A trava do encosto dos bancos traseiros se assemelha a uma trava de porta, e o encosto, quando basculado, encaixa-se na parte inferior do assento.

Os comandos de acionamento, instalados na coluna de direção, são concentrados em dois únicos elementos, um a cada lado, de onde pode-se acionar, inclusive, o limpador do vidro traseiro e o seu lavador. O volante é leve, não apresenta concentração de tensão em nenhuma posição e adota, em manobras curtas, um pouco igualável índice de maciez.

O painel forma um único conjunto iniciando-se à esquerda e terminando a dois terços do comprimento do módulo frontal. Nessa altura aponta para baixo, como se continuasse em direçao ao console central, mas interrompe-se. No módulo de leitura de luzes-testemunha, foram adorados dois conjuntos que respondem pelo andamento de várias das funções do carro (freio de estacionamento, óleo, problemas do sistema hidráulico do freio de serviço, etc.) e deixa espaço para que alguns opcionais ou acessórios possam também ser controlados.

Chevrolet Monza


Andando, um bom carro

Entre as poucas medições que tivemos oportunidade de efetuar num curto espaço de tempo, conseguimos marcas para a aceleração de 0 aos 100 quilômetros horários que muito se aproximaram dos 15,5 segundos. Para a velocidade máxima, em reta nivelada, algumas passagens foram além dos 160 km/h. Duas delas puderam ser medidas a mais de 165 km/h. Excelentes marcas para o valente motor transversal de quatro cilindros e 1598 cm3 (75 cv).

Marchas bem escalonadas e uma estabilidade que em situações onde o motor não precisa ser muito exigido é simplesmente impecável, completam o que pode comentar desse primeiro contato com o Monza. Os freios acompanharam o bom desempenho geral, equilibrado e bem dimensionado ao ponto de se poder chegar ao travamento andando a mais de 120 km/h e parar reto, sem qualquer desvio.

Chevrolet Monza


Conclusão

Claro que qualquer previsão mercadológica para um produto que ainda não está à venda é precoce. Bem dentro da faixa onde hoje estão o Corcel, o Passat e o Del Rey, irá encaixar-se o Monza. O mercado, pelo menos de início, não deverá sofrer grandes amplia,cões, mesmo porque as previsões de crescimento global para este ano ainda não são animadoras. Disso pode-se concluir que alguém sairá perdendo. E, nessa aposta, os produtos já existentes podem ser considerados “zebras”.

Não que a eles falte a qualidade ou bom senso, e muito menos atendimento e assistência técnica. Muito mais simples e objetivo que isso seria dizer que o brasileiro está, também com relação ao automóvel, cheio de anseios, de vontade de coisa nova, revitalizarão necessária, novo animo e mais incentivos. E essa modernização de que é composto o Monza chega numa época certa. Os seus concorrentes que lhe dediquem respeito, pois o consumidor, temos certeza, o fará.

Publicado em: 12/6/2011
Fonte: Revistaautoesporte.globo.com

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