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MG Midget

MG Midget

Já existira um M-Type Midget nos anos 20, baseado no Morris Minor. Foi ele que primeiro associou a MG a roadsters pequenos, básicos e acessíveis. O nome Midget (anão em inglês) durou até 1936. Mas ele retornaria ao catálogo da marca em 1961, quando a British Motor Corporation, dona das marcas MG e Austin, decidiu fazer um MG a partir do Austin-Healey Sprite Mark II. Este era a segunda geração do modelo que tinha ficado conhecido por seus faróis que remetiam a olhos de sapo. O novo Midget cumpriu o papel de esportivo de entrada da MG, deixando para o MGA um posto mais sofisticado.

Feito em um monobloco, o conversível tinha desenho contemporâneo e simples, de proporções clássicas – frente bem mais pronunciada que a traseira. Apesar da linha de cintura reta, predominavam os cantos arredondados. Faróis ressaltados chamavam atenção nas extremidades da frente, pareciam grandes para um carro de 3,48 metros de comprimento e 1,23 de altura. O para-brisa era plano. A abertura achatada das rodas traseiras ressaltava a diagonal da tampa do porta-malas e das lanternas.

MG Midget

Seu motor reprisava o comedimento das dimensões externas no tamanho e no desempenho. Com 900 cm3 e dois carburadores, ele rendia 46 cv e 7,3 mkgf. Mas o roadster andava ligeiro. O mercado respondeu com entusiasmo à proposta de diversão barata do Midget. Para 1963, o motor foi trocado por um 1.1 de 55 cv. O escalonamento de marchas foi aprimorado e os freios dianteiros passaram a ser a disco. No ano seguinte, era a vez de a suspensão traseira ser reforçada, o para-brisa ganhar uma curvatura e as janelas laterais abrirem por deslizamento vertical.

Com motor 1.3 baseado no do Mini Cooper S, o modelo 1967 rendia 65 cv. Antes uma peça fixa, o teto passava a ser retrátil. É do ano seguinte o exemplar fotografado. As portas não abrem tanto. Entrar e sair do carro é uma ginástica. Espaçoso no comprimento, mas não na largura, o interior faz o joelho esbarrar no câmbio. Velocímetro e conta-giros são voltados para o motorista. O teto fechado gera claustrofobia. Na chuva a água entra, e a área pequena que o limpador varre devagar dificulta a visão. Para piorar, as janelas de plástico da capota embaçam.

Volante e câmbio próximos proporcionam trocas rápidas, curtas e precisas, ponto alto do Midget. “Ele mantém 110, 120 km/h na estrada sem esforço”, diz seu dono, o advogado paulista Maurício Marx. A suspensão firme, aliada ao pequeno comprimento, transfere os trancos do piso. A pouca altura e o entre-eixos curto conferem bom controle nas curvas, mas a posição de 90 graus ao volante incomoda. O motor atende bem as demandas, mas na quarta sente-se falta de uma quinta. Ele é ágil na saída, mas perde na final.

MG Midget

Em 1970, com o fim do Sprite MK IV, o projeto passou a ser só da MG – principal rival, o primo Triumph Spitfire cedeu em 1974 o 1.5 de 66 cv e o câmbio. A produção foi até 1979, devido a restrições a emissões, já que não havia recursos na British Leyland (sua então proprietária) para um substituto. Em 18 anos, foram feitos 226 526 carros. O carisma do Midget mal cabia em suas mirradas dimensões.


 

Publicado em: 29/12/2010
Fonte: Quatrorodas.com.br

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